sexta-feira, 11 de setembro de 2009

lado a lado.

Vontade de me entregar em algum abraço,
tomar um bom vinho, falar política e asneiras.
Não sentir meus estômago, nem meus pés.
Tirar o peso da nuca e trilhar, lado a lado.
Não me importa a música,
mesa de plástico e copo suado.
Ver nos olhos novos poemas,
Sentir o calor do peito,
perder o respeito.
Fingir que não estou no negativo, enfim,
lado a lado.

Hoje.

Hoje o dia é úmido,
e o sol está tímido.
Sentindo-me fraca, pernas cansadas,
mas não tente roubar o pouco que me resta,
pago muito caro por isso.

Prova.

Certa vez, li em um livro que nós, humanos, não costumamos à olhar 360º graus.
Hoje eu vi a beleza em volta,
contornada pela energia divina,
e não preciso de provas, sou a prova viva.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Último.

E lá se vai todo o potencial de uma pessoa nua deles. Foi como sentir-se livre, correndo pelos vales, porém, meu coração, ficou no sentido centro. Enquanto ele está em repouso por essas bandas eu tento sobreviver deste lado.
Forças esgotadas e se tudo lembra e suga a pele. Vá em frente, desta vez eu não temo. Perti dessa pra outra.
Parabéns por suas conquistas indagadas, alguém sempre vence e o que sobra foi o ralo que escorreu meus dedos flamejantes. O sorriso que acena não será mais o mesmo. Malditos dias que acreditei em Vinícius. Aqui, agora, além.
Talvez eu peça à Deus para abrir meus olhos ou fechá-los de vez.
Cara a cara com a realidade gélida da qual sempre temi. Devo me juntar à eles? Por onde olho, por onde toco o sentimento jaz.
A descrença faz parte da fé, e esgotada está a que vos fala e escreve definhando em palavras o vulgo senso que todos perderam. Andando em cículos, errando e quase acertando a beira de errar de novo. Deparando com olhares sombrios e esquerdos. O buraco em qual somos atirados, e enquanto crianças, brincamos à beira do mesmo.
Pois é, seguindo vamos, não mais de mãos dadas como almejei e sim lado a lado degladiando moinhos de orgulho.
Amargurada e trilhando até o pote que não mais é de ouro, não brilha, é somente o fim. Absorvendo a vida, beirando todos os dias a morte.

"Mas a minha tristeza é sossego. Porque é natural e justa. E é o que deve estar na alma. Quando já pensa que existe. E as mãos colhem flores sem dar por isso. Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar..."

Obrigada Caeiro.

segunda-feira, 20 de abril de 2009


nos meus pensamentos mais altos, os meus pés no chão.

a música em meus ouvidos, meus pés no chão,

a dança dos flamingos, meus pés no chão.

o toque de suas mãos, meus pés no chão.

a forma faraônica do céu, meus pés no chão.

o delírio dos pássaros, meus pés no chão.

o quente em meu rosto, meus pés no chão.

terça-feira, 7 de abril de 2009

obama said, he's the man.


ontem pela vigésima vez assisti meu filme anos 90 e vi que a percepção muda a cada noite que passo e penso quanto não nascemos para ficarmos sem laços algum. se desta vez eu perdi, amanhã eu ganharei e perderei de novo, este ciclo começa a me cansar e ao mesmo tempo agitar.

settle down.down.down.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

contrário.


Ontem na hora em que coloquei a mão no bolso, senti todo o calafrio, realmente senti, era minha música predileta. Toque, a falta de fé. Como o amanhã nos faz planejar coisas no calendário sendo que em nossas cabeças os desejos se tornam palhaços te chamando ao circo.

De repente a mentalidade está acima dos tolos, e quem bom conseguir dormir sem nenhum esboço do passo, assim não teríamos sonhos miraculosos e também não tão longes quanto o ultimo cigarro que fumei.

Estou me entregando novamente à uma rede de mentiras e que soam realidade à todos. O que será os elementos "Carpe Diem" que não pensa no amanhã no calendário ocidental? Venha, pegue minha mãe e mostre-me a minha face dissecada ao mundo, não seria tão diferente quanto a coberta com pele. Os três dedos que te acariciam ontem serão apenas pó, que por meu desejo, jogados ao mar. Amanhã é mentira, hoje é só uma passagem para a mentira e a cabeça é a realidade dos troncos, como totens.

A busca pela fé é algo inacreditável e ao mesmo tempo fabuloso, como invejo essas pessoas que buscam a "cura" não numa mesa de bar. Desprendo-me desse prazeres materiais , buscar os raios, sua luminosidade e suas estrelas em que logo à milhões de luz passam a ser vistas por medíocres que as nomeiam, por que nomes? Estão ali para serem apreciadas, por milhões de anos luz tem seus 15 minutos de fama.

Hora de dormir, hora de acordar, não mas que o passado me trouxe e sim o que o futuro me espera. realidade mesquinha e pobre, e faço parte dela, sem vergonha alguma.

A horizontal está começando a me cansar, e apanhar pelas minhas costas não é necessariamente o empurrão que preciso.

Como já disse me engula por inteira, não deixe minha cabeça por fora, ela não me deixa enxergar.