sexta-feira, 25 de junho de 2010

gravata de balão

Meu velho amigo clo.
Assim em minúsculo, ele não dá à mínima.
Venha não peça licença, tome seu drink.
Uma, duas, três, dez. Sempre conto os segundos.
Julgamentos internos, flores na varanda, a gravata de balão.
Isso me faz lembrar que existe algo mais clo, precisarei te deixar por aí.
Não venha, já não faz mais sentido, eu deixarei mais maleável.
E eu viro e digo: não quero ser solitária, e sim ficar sozinha.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quando você descobre quem você é, você sabe que será livre
Para ver sua própria habilidade
Mas não haverá nenhum olho
Nenhum olho que vê tal beleza perderia sua visão
E não haverá nenhuma mentira
Nenhuma mentira que você pudesse me dizer que fizesse tudo certo
Pois eu dei todo o meu dinheiro para pessoas e coisas
E o preço eu ainda estou jogando pela merda que isso traz
Não me encha com esperança para as canções que você cantar
Hoje à noite, esta é sua vida

sábado, 5 de junho de 2010

blindness

eu vejo em qualquer rosto a esperança
enquanto no meu só desespero.
me liberte disso,
o ego esta cada vez mais debaixo do ralo.
esse cheiro que enoja a mim,
eu libero á todos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

04/07/06

e você fica me encarando com esta pose de Jesus Cristo?
como se eu precisasse ser salva
por uma pessoa igual a você
realmente não sei se você pode
ou se você deve
apenas fuja com uma boca seca
e me encontre na estação
onde lá fora é verde limão
na verdade é na cor que queremos ver
sinto muito
apenas o seu fracasso faz lembrar
que a minha vida vai bem , obrigada!
apenas quero segurança
de alguem inseguro
para nunca deixar isso cair
o que posso fazer?
apenas sentir o vento que vem de tras
e comemorar a manhã
a manhã de cada um
você fica dentro desta caixa cheio de pessoas
enquanto me encarava na ponte
eu sei o seu horário
e não consigo me acostumar com o meu
sei do seu sorriso profundo
que poucas vezes ouvi
você fala a minha verdade
e eu não sei metade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Luz.

Só de ver o mesmo sol,
as vezes não o mesmo calor,
me sinto perto e longe daqui.
Desejada momentâneamente, eu não ligo, foi diferente e divertido.

This is it.

Não chega aquela hora da noite apertada que nem seu cigarro ou sua música favorita te completa?
Isso me assusta, a dependência da noite, de outros.
Uma vez escrevi que não acreditava na bondade do ser humano, nem mesmo saber em que consiste a bondade.
Crianças se divertem com tão pouco, e eu aqui, querendo este pouco de tudo.

Já passou.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

14:18 - 23 de Junho de 2009

Eu sempre volto pra cá. Lugar de conforto momentâneo, mental e espiritual.
Me pego a pensar que nossas decisões trilham o caminho. Não só as minhas, de todos.
Deve ser o clima também. Pesado e cinza, frio e falta de otimismo.
Juro que tentarei ser o mais linear possível, porém, ando em curvas.
Tentando cavar talentos, receios, receitas, brilhos e revelações. Do que adianta o talento sem a opção da oportunidade?
Talvez esse seja o resquício que herdei de meu pai. Eu ando desperdiçando tempo, não é como virar a ampola de volta e contar outro minuto.
Ok, voltando a ser linear. Não dei seu devido valor.
Agora não sendo tão linear como desejo, talvez meu talento seja não ter nenhum.
Somente beirando a base da sobrevivência e me esquivando de corações vazios.
Um segundo, talvez três.
Ok, foi um pouco mais.
Viu o gigantesco desperdiçar?
Só consigo escrever o que sinto isso leva minha mão percorrer essas folhas que aos poucos criam vida, e assustam a morte de tentar.
Eu vejo beleza, almejo beleza, invejando beleza. Maldito seja o ócio que me consome,
e esse barulho ensurdecedor também!